Castelo Branco

 

Diogo Alvim • SOLO

28 fevereiro, 16h - Fábrica da Criatividade

M/06 - 5€

Solo explora o objeto artístico como um dispositivo para interagir com o lugar. Com este projeto, experimento uma expansão do meu trabalho do palco para o domínio da instalação, envolvendo elementos esculturais, arquitetónicos e performativos.

O título alude, de forma ambígua, a uma relação com o solo (solo em português), a superfície sobre a qual a maioria das nossas atividades se realiza, cuja materialidade interfere constantemente com os nossos corpos e a sua relação com o espaço, a arquitetura e o lugar. O solo, cuja expressão varia de local para local, é omnipresente — um elemento fundamental da vida humana, mas também uma superfície limite que esconde um interior subterrâneo, visceral e subconsciente.

Um bloco de betão é lentamente arrastado pelo espaço da galeria, revelando de forma audível as texturas, imperfeições, densidades e microconfigurações do piso de betão. O som dessa fricção é amplificado, transformado e difundido por alto-falantes posicionados em diálogo com uma linha de força que estabelece uma relação específica com a sala. Na resistência oferecida pelo solo ao movimento do bloco, é a fricção que se torna audível. Mas o solo não é meramente um instrumento: a fricção é quase uma inscrição, quase uma gravação e, simultaneamente, uma (re)produção.

O título Solo também sugere um modo performativo — um ato solo. Esta possibilidade inclina a peça para o domínio da performance, transformando o objeto arrastado numa espécie de performer: presente, vivo. Desta forma, a instalação assume uma dimensão performativa, desenrolando-se como um evento cíclico que é repetidamente reiniciado, com uma duração moldada pelas dimensões da sala.

Diogo Alvim trabalha entre a música e as artes sonoras, explorando as suas interações com a arquitetura, contextos específicos e outras artes. Está interessado em expandir a prática da composição sonora como um dispositivo de investigação e transformação.

Estudou arquitetura e composição em Lisboa. Em 2016, concluiu um doutoramento em Composição/Artes Sonoras no Sonic Arts Research Centre, em Belfast, com foco nas relações entre música e arquitetura. Atualmente, leciona Artes Sonoras na ESAD Caldas da Rainha e é investigador integrado no CESEM, FCSH – NOVA. Colabora regularmente com artistas visuais e sonoros, coreógrafos e diretores de teatro, em produções tão diversas como instalações, vídeo, dança, performance, passeios performativos e outros híbridos.

Concerto acusmático 1

28 fevereiro, 17h, Fábrica da Criatividade

M/6 - Entrada livre

Obras de música sobre suporte em sistema de colunas multi-canal.

Silvana Ivaldi • Poplisses

28 fevereiro, 19h, Café com Leite (CCL), Castelo Branco

PERFORMANCE

Co-produção: Terceira Pessoa

Habita-se um frenesim e ardente lhe dei a língua. Frases curtas, mas compostas, para fazer juz ao poeta.
A velocidade interna apaziguada diante da impavidez e a graça de uma gorjeta sobre a mesa. Uma tempestade de pensamentos que ninguém suporta: frases inacabadas e onomatopeias para dar conta.

Sangue, suor e piadas. Das estátuas se contam, entulhadas por um buraco e a sair por outro, encantadoras. Armar em grande. Psiu, diz ele, enquanto se entedia a olhar para uma montra cheia de irrefutabilidades com creme. Há uma sensação de plenitude diante da obviedade de uma sandes com queijo e um copo de vinho que a minha intolerância ao glúten chora, consolam-me os anais que queijo tudo digere menos a si mesmo. Uma série de lapalissadas porque há evidências que nos perseguem para todo o sempre. O fluir da linguagem é o que é. Os pensamentos. Solenes.
Isto é um convite, partamos do axioma que um encontro é uma pândega. Com comes e bebes é mais credível, garante-se o mínimo diante da enorme nuvem de indefinição que uma perfomance propõe. Garantimos comes, bebes e links comparados.

[As palavras em itálico devo-as a James Joyce e à preciosa tradução de Jorge Vaz de Carvalho.]

Silvana Ivaldi, artista, usa a heterogeneidade do seu percurso para pensar, explorar e criar formas poéticas através de meios visivos, performativos e espetaculares. Tem atividade regular desde 2009 como criadora, performer, dramaturgista e figurinista. Também trabalha com cinema e design gráfico. Neste momento, entre outras coisas, dedica-se ao último momento da trilogia iniciada em 2020, ICONA. Fundadora do Sr. João e Activo Tóxico e artista associada do Cão Solteiro.

Performance integrada no projeto transdisciplinar MARGEM DE ERRO, da Terceira Pessoa.

Joana Gama & Luís Fernandes

• STRATA

21h30, Cine-Teatro Avenida, Castelo Branco

M/06 - 5€

Ao fechar-se um ciclo de dez anos, uma visão ampla e agregadora das obras de Joana Gama e Luís Fernandes fortalece a leitura do seu lugar ímpar no contexto musical português — e não só. Vale a pena recuperar os diferentes passos discográficos que marcaram esta primeira década: Quest, Harmonies, At the still point of the turning world, Textures & Lines e There’s no knowing, um disco após outro profusamente iluminado pela vontade de fazer novo e diferente. Pelo meio, outras missões de composição para cinema, artes performativas ou televisão, provando a elasticidade de uma formação que nutre natural atração pelos desafios artísticos. Então, em tempo de inevitável balanço, Joana e Luís regressam simbolicamente ao momento inicial da sua colaboração, trabalhando com o cineasta Eduardo Brito, autor da capa de Quest e das primeiras fotografias do duo, e Frederico Rompante, criador dos desenhos de luz de todos os seus concertos. Habitando este espaço de diálogo entre luz e imagens, ouviremos Strata, a nova obra de Joana Gama e Luís Fernandes para piano, eletrónica e múltiplas camadas de sons recolhidos em diversos pontos do globo.

Luís Antero

• Concerto para olhos vendados

1 março, 16h, Fábrica da Criatividade, Castelo Branco

M/6 - Entrada livre

Luís Antero é paisagista, documentarista e arquivista sonoro. Desenvolve desde 2008 um trabalho de recolha e documentação do património acústico de várias zonas do território nacional, com base em gravações sonoras de campo e que pode ser acompanhado através dos sites www.luisantero.yolasite.com e www.luisantero.bandcamp.com. É diretor artístico do Arquivo Sonoro do Centro Histórico de Coimbra, radialista, realizador e formador. Licenciado em Estudos Artístico e pós-graduado em Património Cultural Tradicional e Popular Português.

Luís Salgado + Jorge Queijo

1 março, 17h, Fábrica da Criatividade, Castelo Branco

M/6 - Entrada livre

O projeto pessoal de Luís Salgado associa-se em cada momento a um outro canal que pode ser uma pessoa, um coletivo ou apenas uma máquina na criação dos seus trabalhos discográficos e performances. Depois de dois EPs e um álbum editados em 2013 como Stereoboy, pela editora portuguesa PAD, em 2020, Stereoboy voltou aos discos com Kung Fu, um disco de experimentação e improviso, de combate e de meditação, entre o mundo digital e analógico, numa parceria com as editoras O Cão Equipa Artística da Garagem e Dirty Filthy Records.

No presente concerto, Luís Salgado convida o baterista/percussionista Jorge Queijo, numa exploração que cruza influências do pop/rock eletrónico com uma perspetiva mais experimental e exploratória entre a eletrónica e a percussão.

Jorge Queijo reside no Porto. Músico multi-instrumentista, compositor, artista sonoro, produtor e formador, é licenciado em Jazz pela Escola de Música e Artes do Espectáculo do Porto e concluiu o mestrado em Music Leadreship pela Guildhall School of Music and Drama de Londres. 

Desenvolve a sua atividade musical entre o minimalismo repetitivo, drones complexos, improvisação, free jazz e o rock. Colaborou com vários artistas na área da improvisação e da música experimental, entre os quais, Chris Corsano, Nate Wooley, John Zorn, Rodrigo Amado, Yoshio Machida, Call Lyal, Burkhard Beins, Fritz Hauser, Hugo Antunes, B. Fleischmann, Liz Allbee, Duncan Speakman, Sara Anderson e Hofesh Shechter.

Joana Sá •

Variações sobre inquietação

2 março, 21h30, Cine-Teatro Avenida, Castelo Branco

M/06 - 5€

Variações sobre Inquietação, de Joana Sá, parte da geologia eruptiva dos Açores para auscultar o planeta enquanto corpo inquieto. A performance explora a ideia de inquietação a vários níveis — planetário, corporal e relacional — enquanto condição vibracional, tectónica e imaginativa.

O trabalho desenvolve-se a partir de gravações de campo e de experimentação realizada em residências artísticas em São Miguel e no Faial, bem como da recente experiência do incêndio que atravessou a aldeia de Frádigas (Parque Natural da Serra da Estrela), o maior incêndio florestal registado em Portugal em termos de área ardida.

Pianista-compositora. O seu trabalho é marcado pela transdisciplinaridade, experimentação e pela procura de diferentes (des)formatos artísticos. A solo no palco, mas em colaboração com o realizador Daniel C Neves, criou a trilogia 'à escuta | o aberto' que constituiu o tema do seu doutoramento (2020) em Performance (Música) na Universidade de Aveiro, enquanto bolseira da FCT. A trilogia  é constituída por through this looking glass (2010/11); Elogio da Desordem (2013); à escuta: o aberto (2016), tendo todas as peças sido estreadas no Teatro Municipal Maria Matos. Estudou ainda em Lisboa, Paris, Castelo Branco e Colónia e teve uma bolsa INOV-ART (Min.Cultura) em 2009.

Com Luís J Martins fundou e faz a direção artística do coletivo à escuta – www.aescuta.pt - que desenvolve  projetos de criação artística e reflexão interdisciplinar desenvolvidos em e com comunidades da Serra da Estrela, parceiros científicos e movimentos cívicos. Foram realizados os projetos Catálogo poético (2021), CasaFloresta (2022-23) e Folha Volante (2023-24) com TNDMII e FCGulbenkian. O coletivo encontra-se a finalizar o livro ‘comunidade:floresta’, com edição Museu da Paisagem.

Made of Bones

• Genera of Birds

3 março, 21h30, Cine-Teatro Avenida, Castelo Branco

M/6 - 5€

Os Made of Bones emergem como uma extensão natural do universo criativo dos Slow Is Possible, sexteto português que desafiou convenções ao explorar um território musical onde o jazz, a música cinematográfica e a improvisação colidiam em explosões de energia e emoção. Neste novo formato de quarteto, composto por Duarte Fonseca (bateria), João Clemente (guitarra), Ricardo Sousa (contrabaixo) e Nuno Santos Dias (Waldorf), a abordagem mantém-se radicalmente aberta e imprevisível, apostando numa constante reinvenção do som e das suas possibilidades expressivas.

Covilhã

Concerto acusmático 2

4 março, 18h, Foyer do Teatro Municipal, Covilhã

M/6 - Entrada livre

Obras de música sobre suporte em sistema de colunas multi-canal.

Drumming GP + Carlos Guedes

• Time Poetries

4 março, 21h30 Teatro Municipal, Covilhã

M/06 - 5€

Time poetries – (Poemas do tempo) é um ciclo de peças para quarteto de lâminas e pequenos instrumentos de percussão e electrónica sob suporte fixo, que exploram a passagem do tempo em música. Como disse Susanne Langer, “a música torna o tempo audível” (1953, p. 110). Estas peças exploram a música como uma suprema arte do tempo, tornando-o audível de várias formas e explorando e aplicando técnicas de ilusão temporal como os “ritmos de Risset” que criam ilusões de acelerando ou ritardando contínuas e infnitas, ritmos Euclidianos, ou técnicas de modulação métrica usadas comumente na música carnática do sul da índia.

O ciclo, encomendado pelo Drumming Grupo de Percussão do Porto, totaliza cerca de 55 minutos e leva os ouvintes numa viagem hipnótica, induzindo estados de transe e explorando sonoridades que evocam a música psicadélica. Pretende-se que o público entre numa viagem musico-temporal libertadora experienciando vários estados emocionais que advêm de diferentes formas de estar no tempo.

EME - ESART Ensemble de Música Eletrónica •

Multiverso

5 março, 18h Foyer do Teatro Municipal da Covilhã

M/6 - Entrada livre

Formação de arquitetura variável constituída por alunos e professores do curso de Música Electrónica e Produção Musical da Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.

Criado em 2007, tem como objetivo a exploração de novas linguagens de criação musical coletiva com meios eletrónicos e eletroacústicos, recorrendo a vários tipos de recursos técnicos como sintetizadores, controladores, computação física, instrumentos e processadores virtuais, comunicação por rede, entre outros. Grande parte destes recursos são construídos ou programados pelos próprios alunos. Apresentou-se em diversos concertos em Castelo Branco, Porto (Serralves e Casa da Música), Lisboa (O Culto d'Ajuda) e Gouveia.

Mário Barreiros •

Na Pele da Terra

5 março, 21h30 Teatro Municipal, Covilhã

M/06 - 5€

Na Pele da Terra é um projeto de Mário Barreiros, que combina elementos do jazz tradicional com o uso de eletrónica em tempo real. Este objeto musical combina a interação entre um trio de instrumentos acústicos, composto por Ricardo Toscano (saxofone alto), Carlos Barretto (contrabaixo) e Mário Barreiros (bateria), com a eletrónica de Leonardo Pinto, para manipular e transformar os sons produzidos pelos músicos em tempo real.

Na Pele da Terra parte de uma pequena reflexão sobre a frágil e microscópica dimensão daquilo a que chamamos “vida na Terra” quando comparada com a dimensão do Cosmos. A sensação de humildade diante da vastidão do Cosmos, pode inspirar uma apreciação mais profunda da beleza e da fragilidade da vida na Terra. Na Pele da Terra é um manifesto sobre a responsabilidade, individual e coletiva, que temos no atual estado de pré-colapso do nosso ecossistema e uma homenagem a todos os que participam na preservação do nosso habitat.

Fundão

Sonoscopia •

Sistema Sonar (performance)

6 março, 18h Foyer da Moagem, Fundão

M/6 - Entrada livre

O Sistema Sonar baseia-se num princípio de comunicação sonora universal que transcenda as tradições e paradigmas dos instrumentos e formas de expressão musical da música ocidental. Ao centro deste sistema está um instrumento icónico, o Órgão de Tubos, mas numa versão robotizada, e que embora inspirada pelos modelos mecânicos que surgem com maior expressão a partir do século XVIII, é aqui controlada por sistemas computorizados que permitem uma maior acessibilidade e controlo por parte de todos o tipo de utilizadores, libertando o instrumento das limitações físicas do corpo humano para se poder focar numa expressão puramente musical. A partir desta libertação física, é possível então desconstruir várias limitações da criação musical, tornando-a acessível a músicos de todas as idades, não-músicos ou pessoas com mobilidade reduzida. O Sistema Sonar é por definição um sistema em evolução e constante descoberta. Os seus sinais são refletidos em novos satélites, rumo a um universo musical desconhecido e em constante expansão.

A Sonoscopia é uma associação que cria, produz e promove projetos artísticos e educativos, focados na música experimental, na investigação sonora e nas suas intersecções interdisciplinares. Desde a sua criação em 2011, a Sonoscopia já produziu mais de 600 eventos, projetos artísticos, atividades educativas e publicações; a organização também já visitou cerca de 20 países europeus, bem como geografias tão distantes como os Estados Unidos, o Líbano, o Japão, a Tunísia e os Emirados Árabes Unidos. Alguns dos seus projetos mais notáveis são Phonambient, INsono, Phobos – Orquestra Robótica Disfuncional e Phonopticon. Em Portugal, a Sonoscopia colabora regularmente com instituições como a Fábrica das Artes/CCB, o Teatro Nacional São João, a Fundação de Serralves, o Cine-Teatro Louletano, a GNRation e o Teatro de Ferro. A Sonoscopia possui também um centro de criação e residência no centro do Porto, com pequenos estúdios equipados para trabalho criativo e científico e disponíveis para residências e apresentações informais, tendo acolhido centenas de artistas de todo o mundo. A Sonoscopia é parcialmente financiada pela República Portuguesa – Cultura/Direção-Geral das Artes. 

Blackoyote •

IO

6 março, 21h30 auditório da Moagem, Fundão

M/06 - 5€

IO, uma das quatro maiores luas de Júpiter que, apesar de estar localizada numa região gelada, é caracterizada por ser o local com maior atividade vulcânica do Sistema Solar. É esse ambiente extremo que inspira este álbum.

Partindo da manipulação e desconstrução do timbre rico e hipnótico do saxofone barítono, este disco é uma peça de fôlego único, um trabalho paciente de inúmeras camadas, influenciado pelo universo da ficção científica e fortemente marcado pelos tons introspetivos presentes em toda a obra de BlacKoyote.

José Alberto Gomes é um músico, artista sonoro e curador do Porto, Portugal. Licenciado em Composição Musical, criou fortes laços com as novas possibilidades tecnológicas e o papel da música no teatro musical, cinema, instalações e improvisação eletrónica, interessando-se particularmente pela procura de novos caminhos e novos «lugares» musicais.

foto: Ricardo Almeida

Rita Silva •

Vultures in a Quantum Space

7 março, 15h auditório da Moagem, Fundão

M/06 - Entrada livre

A jovem compositora e instrumentista, tem sido uma das grandes revelações do panorama experimental português nos últimos tempos. Colaborou com diversos artistas, como o caso de Mbye Ebrima, João Mortágua, Angie Reed, Meta ou Joana de Sá. Estreou-se em nome próprio em 2021 com “Studies Vol. I” onde agrupou uma série de peças eletroacústicas ou programadas algoritmicamente que semearam o terreno da descoberta da artista. Com “The Inflationary Epoch”, editado em 2022, foi vindo a desenvolver uma prática ao vivo que empodera o significado da música improvisada, muito característica das próprias limitações do seu instrumento - que a artista argumenta serem na verdade a sua chave mestra para um som em constante transformação. Entre 2023 e 2024, a artista fez parte do leque de artistas da conceituada rede internacional Shape+ e estreou o seu mais recente single “wytai” na compilação “Under The Radar” da revista britânica The Wire. Com “Vultures in a Quantum Space”, a compositora abre o caminho para a exploração de novos territórios, oferecendo o seu trabalho mais pessoal e introspetivo até ao momento, com a introdução da voz e da guitarra.

Miguel Urbano •

URB remixed

16h auditório da Moagem, Fundão

M/06 - Entrada livre

URB remixed é uma proposta de Miguel Urbano baseada no seu projeto a solo URB. Com atividade regular entre 2004 e 2007, editou durante este período 2 EP’s e o álbum U_End, com selo da Enough Records, tendo ainda participado em várias coletâneas da editora Thisco Records.

Após a licenciatura em Música Eletrónica pela Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco, onde leciona desde 2012, Miguel Urbano integrou a equipa da Digitópia da Casa da Música, onde participou em vários concertos com o ensemble de música eletrónica Digitópia Collective.

Com atividade como músico e produtor em diversos projetos musicais, dedicou-se nos últimos anos ao sound design para filme e instalação sonora, através da Ergonoise, empresa de produção musical e sound design, da qual é co-fundador.

Com influências como o pop, glitch, noise e eletroacústica, URB é revisitado neste concerto com uma nova perspetiva influenciada pela experiência multifacetada do músico.

Concerto acusmático 3

7 março, 17h Foyer da Moagem, Fundão

M/6 - Entrada livre

Obras de música sobre suporte em sistema de colunas multi-canal.

BORIS CHIMP 504

• Red Spectrum

21h30 auditório da Moagem, Fundão

M/06 - 5€

O Telescópio Espacial Spitzer era um observatório de infravermelhos, utilizado para estudar objectos demasiado frios para emitirem luz visível, incluindo exoplanetas, anãs castanhas, cometas e asteróides. Apesar de ter interrompido as suas operações científicas em janeiro de 2020, começou recentemente e de forma inesperada a transmitir... no espetro vermelho! Para além deste aparente mau funcionamento do telescópio abandonado, tem também transmitido dados de estranhas estruturas mecânicas e de bio-organismos desconhecidos. Este novo capítulo de Boris Chimp 504 explora novos territórios e dimensões espaciais, acrescentando uma nova dimensão de cor à visão monocromática e fundindo visuais orgânicos e bidimensionais com a habitual estética 3D geométrica de arestas duras. A narrativa audiovisual prossegue com as viagens de Boris Chimp 504 pelo espaço exterior, fazendo emergir o público em temas de exploração espacial, ciência e tecnologia, fundindo realidade e ficção.

Boris Chimp 504 - Miguel Neto (Som) e Rodrigo Carvalho (Visuais & Sistemas Interativos) - conta a história de Boris 504, um chimpanzé enviado à lua pelos soviéticos em 1969 e que ficou preso no espaço para sempre. Desde então, tem vindo a explorar o continuum espaço-tempo, saltando entre várias dimensões do universo. Com este ponto de partida, Miguel & Rodrigo têm vindo a explorar a relação entre som e imagem desde 2010, misturando techno, psicadelia e noise, juntamente com imagens audio-reativas geradas em tempo real, criando uma viagem imersiva fortemente influenciada pela ficção científica, intercalando com as descobertas científicas mais atuais e fundindo realidade e ficção numa narrativa própria.

Boris Chimp 504 apresentou performances e instalações interativas em festivais como o Sonar (Barcelona), Mutek.Es (Barcelona), ADAF (Atenas), BAM (Liège), ECHO (Dubai), Stereolux (Nantes), Iminente (Lisboa), entre muitos outros.